Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Bodas de prata

À 24 anos atrás, a gravata serviu-me de pretexto para todo o sufoco que, para mim,  foi a cerimónia do casamento na pequena capelita de S. Miguel. Assim ao desapertar o raio da gravata acho que jurei nunca mais usar a dita ou outra similar, ao mesmo tempo que sabia não ser necessário aquele juramento de guião « Sim! Vou amar a minha mulher na tristeza e na alegria! Na doença e na cama para todo o meu sempre!». Assim perante toda aquela gente. «Que arrasto! Meu Deus! Não era preciso tanto! Eu só amava aquela mulher, que acabava de ser minha  e não era preciso mais nada ».

Agora passados todos estes anos não tenho que pedir desculpa porque nunca prometi nada... «bem! prometi que a iria sempre amar na... essa lenga- lenga toda a que não foge quem como eu se submete às vontades ou tradições. Mas, é uma promessa fácil de cumprir. Ela continua LINDA , e eu, ainda hoje, não consigo achar-me merecedor desta mulher que ainda por cima diz « Se eu voltasse atrás tu eras uma das coisas que eu não poderia deixar de querer».

publicado por kumyxao às 21:59
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Domingo, 20 de Julho de 2008

Sítio do Cervo

O conta kilómetros marcava a cem stress e mesmo assim - coisa que não pensava - consegui fazer uma  ultrapassagem. A menos de 100 é perigoso circular em auto-estrada mas, ignorando, ou conhecendo esse risco, há quem o faça. Deveriam ser aplicadas coimas por excesso de lentidão em autoestradas.Também não fui ultrapassado por muitos. A A3, desde Famalicão até onde a abandonei (na saída para Cerveira) não facturou em demasia; de qualquer das maneiras, a A1, permite e sustenta - oh! Se sustenta! -  Estas e outras parasitas! Mas, não fora um mau presságio e uma noite de insónias da Marge não existiria esta descrição do hoje. E a haver, seria de outro o recheio ; não entrariam A3, nem outras de qualquer outro número ou nome. Haveria uma cama, num quarto demasiado aquecido que, me iria recusar  toda a manhã deste domingo mesmo que algumas partes de mim, senão todas, implorassem para que fugisse dela a sete léguas. No quarto ao lado, a Gelyka, esperaria tranquila que o sistema digestivo activa-se o alarme...

publicado por kumyxao às 21:25
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Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

10 de Julho de 1956

Nasci hoje...

 

 

( há-de continuar)

publicado por kumyxao às 22:47
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Terça-feira, 1 de Abril de 2008

El Bacilu

Há lojas de chineses por todo o lado. Espero que na China também! Um pensamento confuciano assenta que nem luva...

«Ao contrário da hirta e robusta, a mais frágil das árvores verga-se à força da tempestade para lhe poder resistir».

A Gelyka não se curvou nem quebrou, e foram seis meses mais alguns dias em que a vontade de vencer lhe deu, dia a dia, durante infindáveis dias, a provisão de paciência que, mais que nada, quase se pode dizer, ter sido a força mais necessária embora não única, para o mais desejado sucesso. E para alguém ganhar, alguém tem de perder! Esta «Pantufinha» demonstrou, estar talhada, para vencer todas as lutas que ela quiser vencer!

Perdeu mrs.«Köch el Bacilu»...

 

publicado por kumyxao às 22:37
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Sábado, 8 de Março de 2008

Sozinho em Casa

Rara noite de solidão

que casa mais vazia

sem a vida que tinha

Elas foram no seu dia

Esta casa não é a minha

Não é a minha não!

 

Rara noite de sossego!

insólitos silêncios

em voos de morcego

entram pelas janelas

e eu não tenho rima

para este desassossego

de estar sem elas!

 

Rara noite, em que a paz

inquieta e sobressalta

projecta a vossa imagem

e é já a saudade que me faz

sentir a vossa falta

na próxima viagem.

 

Eu só quero a felicidade

de vos ter na minha alegria

e para mim é sempre o vosso dia

Sempre! Sempre! De verdade!

 

 

Alsilveira

 

 

publicado por kumyxao às 20:59
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sonhos

Que pôr de dia mais fabuloso!

O mar ardendo em fogo calmo!

A tua mão esquecendo-se na minha…

A tua face pediu-me um beijo

Mas, os teus lábios fugiram

E de repente o mar alterou-se

Com o chamamento de dor

Duma voz que me amava…

Então interditei os sonhos

De se apropriarem do meu sono!

 

D’amora azeitona

21/10/2007

 

publicado por kumyxao às 20:50
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Era

ERA…

 

 

 

Era como se estivesse!

                    Deitado na areia morna à espera

                    Que o mar me lambesse os pés

Era como se quisesse!

                    Evaporar-me na atmosfera

                    Diluído na espuma das marés

Era como se dissesse!

                    Vou cingir-me em apertado nó

                    A esta vida que me fez

Era como se implorasse!

                    Deixai-me querer estar só

                    Para perder-me de quando em vez

Era como se viesse!

                    Nem sonho nem pesadelo

                    Desfilando em marcha calma

Era como se escrevesse!

                   Para nunca poder esquece-lo

                   No livro da minha alma

Era como se soubesse!

                    Que havia um começo

                     Para tudo o que acaba

Era como se pudesse

                   Mudar tudo por um preço

                   Que sei ninguém paga

Era como se desse!

                    Hirto, qual estaca de morte

                     Machado de lâmina afiada

Era como se recebesse!

                    Moedas de pouca sorte

                    Porque não mereço nada…

                   

                                              Era!...                                                                                                                                               

 

 

 D ´amora Azeitona                 

                                                         sábado/01/2007)

 

 

publicado por kumyxao às 20:37
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Domingo, 17 de Fevereiro de 2008

Depois já é tarde

No dia do meu velório

Unjam-me com  maledicências,

Que nem pestanejarei!

Mas, o que tiver de glório

São de mim as exigências,

Enquanto vivo me dizei.

publicado por kumyxao às 20:41
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O dia daquela noite

 

De olhar inclinado

Para aquele finito,

Forrado a manto de carvão.

Nunca pude estar cansado

Sob o tanto e tão bonito

Que se via daquele chão.

 

Nem uma sombra pestanejava !

Nem um buliço de brisa!

É onde a paz ao homem se alia.

E eu, era ali que estava;

Na noite daquela terra lisa!

Na noite daquele dia!

 

E não eram estrelas...

Eu nunca tal havia visto!

Pareciam milhões de velas

Acendendo no reino de Cristo!

 

E desejei ser profeta,

Vendedor ambulante

Ao menos poeta!..

P´ ra dizer este instante.

 

publicado por kumyxao às 20:22
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Publicidade...«Enganosa»

 «Vinde e Bebei-me! Eu sou o espírito do Messias e dos Três Velhotes!»

 

 

 

 -Bem entender o português-              

 

 Devemos dizer:«Calem os do Porto!» ou os do PortoCalem?

 

publicado por kumyxao às 14:21
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