Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

Salpicos

Na difícil busca de nutrientes para alimentar este blog, mais uma vez me encontro. Hoje sinto-me incapaz de pintar com naturalidade; por isso limitar-me-ei a depor sobre uma efemeride, mais uma situação actual do que pode originar uma má captação auditiva por não esperar uma contra pergunta e sim uma resposta e finalizarei com um vintage que me anda atravessado «a long time a go»!...entrem no espirito!...que até pode ser o do vintage, envelhecido em cascos de esquecimento, ou talvez maturação ´refinada até ao grande dia; a prova!

À poucos dias, na franzinita da Maria, minha sobrinha, surpreendeu-me  a espontaneidade com que se desenvencilhou duma matreirice minha a fim de testar a sua capacidade de entendimento, ou  reação a uma determinada situação; que posta à personagem em questão; irreverente,irrequieta, instável,bicho carpinteiro super energético e tudo isto encapando um corpito de apenas cinco anos onde antevejo as imensas dificuldades que terá em acarretar a mochila que brevemente a escola lhe exigirá.

Tentei descrever a Maria; faltou apenas acrescentar que, embora terceira aquisição dos Ferreira,- Zé e Maria de Fátima- é linda como as outras duas!

-Maria!- vai ter com a tua mãe e diz-lhe que te dê o resto do teu corpo.

-hó tio! o meu corpo está todo aqui,- apenas isto! simplesmente isto!

 

Hoje fui Ilseu!

A menina que me atendeu era uma versão em adulto da «litle Mary»...

-Qual a matrícula do camião?- perguntou-me.

-73...tratatatratata!-disse.

-Qual o seu nome?- prosseguiu o interrogatório.

Respondi perguntando:

-E o seu?- e no sítio destinado a escrever o meu nome ela escreveu«Ilseu».

Ela era a Karina da fábrica da telha e eu!...bem!...eu,ganhei mais um heterónimo.

 

E agora o vintage...

                                                   Minhas Mãos!...

 

MINHAS MÃOS!...

A luta para todo o corpo

A sobrevivência!...

São todos os meus nãos

Não me deixam cair morto...

A batalha pela existência!

MINHAS MÃOS!...

Culpadas da minha inocência!...

E lágrimas de desespero

Desejando com violência

O que não me dão e tanto quero

MINHAS MÃOS!...

Meu passatempo!....

E depois manipuladoras

Logo arrependidas

Desejando partir com o vento

Quais setas vingadoras

Das tristezas sentidas

MINHAS MÃOS!...

Abertas são imensidão

Que quando de dedos apontados

São mais que milhões de dardos

Varando as muralhas da solidão

MINHAS MÃOS!...

Pueris como a candura

Mansas pendidas para o chão

Privadas da seiva ternura

Facilmente fogo serão

MINHAS MÃOS!...

Talhadas querubinicamente

Por goiva divinal

Nada fazem por mal

Apertem-nas e digam sinceramente

Se já viram mãos iguais?

A estas que sabem o suor

Em outras pessoas mais

Que não poetas do amor!

 

driverspnishjezus,kumyxao and d`amora azeitona

 

 

 

 

 

       

 

 

publicado por kumyxao às 20:33
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1 comentário:
De 1º aquisição dos "Ferreira" a 2 de Maio de 2007 às 21:46
oiiiii....!!

venho dar os meus PARABÈNS ao meu tio que escreve maravilhosamente bem...

gosto muito de tudo o que tem redigido... é pena este poema não ser a letra de uma canção...

bjão...***

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