Sábado, 19 de Maio de 2007

Mendigo

Tu que jazes...

num oceano de pranto.

Tu que fazes...

roupas do espanto.

Chora!

Chora sempre o desdém

que mereces-te de teus irmãos

e apertas a dor em tuas mãos...

sem que te as apertem ninguém.

 

Não deves rir-te!

Nem ao menos um pouco.

Pois apelar-te-iam de louco.

 

E quando nesse canto negro

olhas as pessoas que passam.

Sentes que é apenas por desprezo

que alguma moeda te lançam

 

Á mão que sempre estendes

Mas, tu fazes que não compreendes.

 

pois para ti, cada gesto é puro

E à noite...

em teu leito escuro.

alumiado pela lua...

inundado de estrelas.

Olhas a rua!

Ris-te um pouco!...

é um riso triste!...

É um riso de louco.

  d`amora azeitona

publicado por kumyxao às 18:31
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