Sábado, 19 de Maio de 2007

Quarta-feira 9 de julho de 2004

Nem o artificialismo da ponte perturbava o êxtase da miragem. Rolava sobre ela, de janelas abertas à procura  da brisa. Eu sobre ela! Ela na sua abrangência daquele imenso estuário, daquele imenso Tejo. Se a todo este espectáculo, aplicasse uma definição antónima; diria que era dantesco!

Ao navegante usurparam o nome para desta forma; quanto a mim,nesta admiravel obra perpetuarem,de tão grandiosa,ao aventureiro, a façanha.

Embora com laivos de inspiração paupérrimos,tentei desenhar uma moldura a condizer ,para este quadro maravilhoso. Não sei se o consegui!

A que quadro me refiro?

  driverspanishjezus

publicado por kumyxao às 19:55
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GRITO

Quero que a Primavera

Se faça governanta

E infecte da sua existência

O coração dos Homens!

  d`amora azeitona

publicado por kumyxao às 19:40
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A Pedra

A rocha nem era bela!

Era somente uma pedra

Cinzenta, fria, escura

Distraí minha mente nela

E vi através dela

Com clareza tão pura!...

Tudo o que eu queria

E não o que o meu olhar via!

Analizei-a com atenção

Na sua imobilidade torta

Tão resignada, tão ofendida!

E ouvi um coração

Que naquela natureza morta

Batia cheio de vida.

  d`amora azeitona

publicado por kumyxao às 19:24
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Homens do mar

Curvado ao labor.

Servo do mar

em terra esmoreço!

Sou pescador !

E a pescar

é que me conheço!

 

Vivendo o duro

Sofro o tempo que faz

Sonho riqueza

e sonhando perduro

neste viver fugaz

sempre em pobreza

 

Só medos nascidos do frio

que por telhas rotas

teima em passar

Sempre o grito de desafio

que vem do esvoaçar das gaivotas

pairando por sobre o mar

 

E os olhos fechados

 Mirrados quase mortos

pela eterna espera

dos dias enfeitados

com voos desenvoltos

D'andorinhas e primavera. 

  d`amora azeitona

publicado por kumyxao às 18:58
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Mendigo

Tu que jazes...

num oceano de pranto.

Tu que fazes...

roupas do espanto.

Chora!

Chora sempre o desdém

que mereces-te de teus irmãos

e apertas a dor em tuas mãos...

sem que te as apertem ninguém.

 

Não deves rir-te!

Nem ao menos um pouco.

Pois apelar-te-iam de louco.

 

E quando nesse canto negro

olhas as pessoas que passam.

Sentes que é apenas por desprezo

que alguma moeda te lançam

 

Á mão que sempre estendes

Mas, tu fazes que não compreendes.

 

pois para ti, cada gesto é puro

E à noite...

em teu leito escuro.

alumiado pela lua...

inundado de estrelas.

Olhas a rua!

Ris-te um pouco!...

é um riso triste!...

É um riso de louco.

  d`amora azeitona

publicado por kumyxao às 18:31
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O Rio

O vale nem é profundo

E através do seu fundo

Corre um rio incolor

e transparente que por mor,

das margens que verdeja.

Vai tudo enchendo de cor

e o Liz e o Ave d'inveja!

 

Ah! pudera eu ter escrito.

estes rios,com pena d'àgua pura

mas, oh! a que tanto lonjura,

como eu os queria, já os hei visto!

 

Quero saber p'ra onde vais.

Rio que passas à minha porta

e da alegria que já não me dás mais

feito que estás natureza de vida morta.

  d`amora azeitona

publicado por kumyxao às 17:55
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Sexta-feira, 18 de Maio de 2007

Jezus espanhol

Sou camionista e estou a acelerar para os «50*» com o stress inerente à conjuntura; embora o desejo seja: travar, estacionar e de preferência parar. Mas, como sou só filho de uns ricos pais e não de uns pais ricos; há que continuar a carregar nos pedais, entremeando com a calma possível a distância que ainda falta percorrer- sabe Deus qual! - eu espero é que não haja camiões no outro mundo!...Alonguei-me no preâmbulo? Desculpem! Vamos à história que se passou já lá vão uns 15 anitos.

Nos nove anos que levei de camionista, camionero, routier, driver, fahrer mas, nunca autista, que esses são os italianos- lá estou eu a brincar outra vez!..Também fui autista!- muitas vezes levava comigo a minha mulher e a minha filha Gelyka, a primogénita, que teria uns cinco anos quando protagonizou esta pequena história que jamais esquecerei.

Era domingo à tarde e atravessavamos a Espanha, com destino aos Países- Baixos e Alemanha.

Nas cearas que orlavam a «carretera*», o trigo doirado, amadurecido pelos sóis impiedosos que se empoleiravam horas a fio, nas alturas do alto desfiladeiro de Pancorbo, bulia preguiçosamente afagado pelo suspiro da aragem. Era lindo deixar o olhar ver aquele bailado; ondulante !...lento!..

Foi então,  perante este espectáculo de encenação divina mas, sem nunca perder o tino do menos belo alcatrão, que a minha filha me perguntou o que fazia mexer o trigo.

Disse-lhe que era o vento.

Insistiu questionando o que era  o vento e o que é que fazia o vento.

Nesse momento, nem imaginam como me senti ignorante. Não por não saber! Mas, por não estar preparado, para responder a estas perguntas mais que óbvias, sempre em ebulição nas pequenas cabecitas.

Como tardava  um esclarecimento, ela lá encontrou a sua resposta e atirou:

«Já sei pai! Foi Jezus!

Respirei aliviado pela ajuda:

«É verdade! Foi Jezus!...foi!

«O Jezus espanhol  pai?» -retorquiu.

Se tardarmos em dar resposta a uma pergunta feita pela curiosidade insaciácel duma criança; ela fará outra, outra e outra!... Tentemos estar preparados!

 

 

«*Continuo a acelerar com o mesmo stress mas, agora para os 51»

 «* estrada»

 

  driverspanishjezus

publicado por kumyxao às 21:35
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Domingo, 13 de Maio de 2007

SER POETA

 

Ser poeta

Angustia e entristece

Ao ouvir alguém dizer

Que queria ser poeta

POETA! não se quer ser!

POETA! É-SE!

A «veia»de Camões que por herança, a nós, lusitanos, nos tocou.

 Eu, Cascais e o Verão

 

 O cargueiro molengão ao largo

trazido por vidas navegantes

Ajuda a ser menos amargo...

Há saudades mais distantes!...

                                         

As sardinhas sabendo a sal.

Os« Porches» da marginal!

E as rotundas que as pariu!

Mais a quem as construiu...

que muitas querendo ser belas

sacrificam os camiões que nelas

 não conseguem circular.

 Pois de tão pequenas perante o mar.

Que nos deu o que não quiz

E que uma vez por um triz

Nele não me quiz levar

Embora não neste lugar

 

 

Que sendo as águas iguais

Este era mais a norte

E não sob este vento forte

Açoitando o Julho de Cascais.

 

 

d`amora azeitona

publicado por kumyxao às 22:07
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Sábado, 12 de Maio de 2007

O velho de Lipomo

Nem sei se o velho, de olhar fitando a vida destruída , balbuciava ou esgrimia. Nem sei bem! O velho memorizara aquela cólera. E que cólera!

«Tedesco , porco cane ! Tedesco , porco cane !»* Enquanto lentamente se  preparava para abandonar aquele bocadinho de tarde em Lipomo , onde o Agosto, por lados e motivos opostos, nos havia encaminhado para aquele pequeno parque, onde sombra e frescura jaziam sob a frondosidade de algumas árvores.

Estou em Lipomo .Já sabem que é Agosto mas, precisam saber que este verão, que abrange Como, é bem capaz de esquentar as águas do seu lago, passar a fronteira de Chiasso a poucos kms de distância e sobrevoando os Alpes suíços amornar o imenso mar que é o lago Evian ou Leman ; invejo este calor, que faz esta travessia sem se incomodar com postos fronteiriços, sem ter de sufocar nos túneis de S.Bernardino,S.Gotardo,Mont Blanc...mas, sim, esquiando pelas suas alvas cristas de neves eternas.O sol, nunca há-de buscar toupeiras.

Embora aqui chegasse ontem, dia 14 de Agosto de 1998; apenas hoje, às 7h30 começaram a carregar o camião com rolos de tecido mas, uma hora passada a tarefa era interrompida devido à falta de mercadoria.

Não com muito agrado, aproveitei esta paragem para adquirir vitualhas; algumas para a refeição que se avizinhava e algo para aprovisionar na despensa.Por  vinte «deutsh marks»* recebi 19.500 liras- como vinte se transformam em quase vinte mil!- milagre da multiplicação...mas, roubo na comparação. Nas duas sacas de plástico, que me faziam distender os bícepedes e ensopar o corpo de lava escaldante, trazia: dois kilos de bananas, um de maçãs, um pepino, meio kilo de tomates, pão e uma «birra»*. Sobraram 6000 liras.

«Nel pomeriggio»,* entediado pela monotonia da espera, desafiei o calor, que às três da tarde, ainda não se afastara demasiado do seu zénite, e dei início a mais uma das minhas caminhadas. Neste desenferrujar do esqueleto, conheci um personagem que me fez sentir pena não ter nascido escritor. O núcleo da angústia e indescrítivel sofrimento fêz com que este homem se debatesse no limiar da loucura. Esteve num campo de concentração de Hitler.

O instinto do meu deambular, levou-me pelas ruas estreitas e sufucantes das imediações,  até um pequeno e verde parque onde, apenas quatro jovens tagarelavam, sentados em um dos bancos, protegidos pela sombra das árvores ali existentes.

Escolhi um banco com árvore, sentei-me,  descalcei as alpercatas e estirei as pernas - estava mesmo calor! «Porca madona!»

O exíguo espaço, vedado com sebe de arbustros verdes até um metro de alto, tinha duas cancelas de ferro, já meio oxidadas. Havia tambem um baloiço, dois ou três escorregas e o chão estava alastrado de ervas. Estava-se bem ali.

De pensamentos a países de distância e olhar prospectando as imediaçôes, segui a retirada de um dos« ragazzi»*, que, montando uma bicicleta se dirigiu para a saída do parque, no preciso momento, em que um senhor alto, seco, aparentando uma respeitável idade, entrava no mesmo. O «ragazzo» parou, e sem desmontar da bicicleta, estendeu  a mão ao idoso mas, tudo isto me pareceu mais uma encenação que um gesto de respeito , nunca um cumprimento; mas, o ancião, parecendo ignorar o gesto, ou provocação-nunca o saberei- limitou-se, num trejeito de pescoço e esgar de voz  a desafinar numa canção enquanto que o mancebo, na frente dele, de braços esticados, gesticulava emitando um maestro, mas sem pausito a fazer de batuta. Os outros compinchas, sem participar, observavam divertidos: enquanto que eu, nem conhecedor da situação, nem dos intervinientes, me limitava a estranhar o insólito procedimento; pois, mais normal me parecia que um cumprimento assim não fosse.

Ultrapassado este prefácio, o velho, olhou na minha direção, balbuciou algo que não entendi, e embora exitante, acedeu ao meu gesto para que se sentasse junto a mim.

«Io!» E bati com o indicador direito no peito,«  autista del portogallo!»* e vendo que ele me olhava sem denotar grande atenção, quase desinteressado, mumificado numa extensa ausensia- insisti«mi chiamo Alberto e aspetto  il carico!»*...

Olhava-me com um olhar confuso, o olhar de quem já há muito tempo perdera o interesse pelas frágeis maravilhas da vida.

Catarrou, tentando limpar uma voz, que saíu rasurada, inentendível mesmo para um italiano, quanto mais para mim, que apenas gatinhava e mais não dum que um «buon giorno signor»*,«grazie e prego»*  conseguia articular.

«Io non riccordo!...»*- conseguiu dizer.

Seria amnésia? Pensei!...

«Mia moglie é morta ...»*- aí percebi o esforço que por certo lhe punha em carne viva a garganta e o coração- «tedesco porco cane !»- esforcei-me para captar o que a voz , agora, mais embargada, como que lhe amnizando o estado de amnésia, trazendo-o de volta a uma terrível realidade... queria desabafar.- «Morta in un campo de concentramento di Hitler!»*Estrebuchou.

Depois, este velho!... Seco de tudo! «anche»* de lágrimas; porque se as tivesse, por certo, choraria todas as horas da sua vida, fez uma longa pausa: daquelas pausas em que dá para perceber que toda noção de pressas fora substituída por uma sensação de que tudo se tornara demasiado infinito e todo o tempo «del mondo» enquanto a voz se não lhe extinguisse carregaria com o peso daquela frase...daquele impropério!...«tedesco! porco cane !.. tedesco porco cane !...» levantou-se, sem alento para a penosa caminhada, ao mesmo tempo que me estendia a mão trémula e mirrada; preparando-se  para me deixar  e também abondonar o jardim e aquela tarde escaldante em Lipomo .

Que destino teria para seguir?...aquele velho a quem o sofrimento gerou tanto ódio... tanto, que por muitas geraçôes que ainda pudesse viver, - tedesco, para ele, seria sempre e sempre, porco cane -«tedesco porco cane!» seria sempre a companhia 

com quem manteria solilóquios de incontáveis porquêêês...

Dá pena ver  sofrimento que pode caber no pequeno espaço dum homem, duma alma e poder ser tanto!...

*alemão, porco cão

*moeda alemã-marco

*cerveja

* à tarde

* rapazes

*camionista de Portugal

*chamo-me Alberto e espero por carga

*bom dia sr.

*obrigado e por favor

*a minha mulher morreu

*morta num campo de concentração de Hitler

*também

                

driverspanishjezus

 

publicado por kumyxao às 19:25
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Terça-feira, 1 de Maio de 2007

A tempestade

                                               Sexta 17/04/1998

Às 6h30, dei início à jornada e até Poitiers o mau tempo foi companheiro inseparável de viagem. No entanto; após as duas horas de estrada em que deixei para trás Royssie en Brie, subúrbios da grande Paris; esquivei-me a ele durante trinta minutos na área de serviço de Orleans. Havia dormido mal e esta pausa, geminada a um copo de plástico contendo uma água escura e deslavada, à qual os francius chamam de café! Coitados! À falta de melhor – caiu-me bem!

Do céu; agora mais carrancudo ainda, começavam a despenhar-se grossas bátegas, que açoitadas pelo vento, vinham de cisgo estatelarem-se ruidosamente de encontro ao pára-brisas do camião. À margem da autoroute, as árvores que assistiam à minha passagem, já se curvavam em perigosas reverências: era a natureza a por em cena um dos muitos espectáculos do seu reportório. A tempestade!

Havia que tomar prudência em excesso; os incansáveis limpa para-brisas, mesmo na velocidade de maior  azáfama, não conseguiam dar vazão à diluviana precipitação ; quanto mais à que aspergida do alcatrão por influência dos rodados das viaturas, que, qual nevoeiro, quase anulava a vizibilidade.

Houve no entanto; momentos em que a estação se exibiu descomplexada e em todo o seu explendor, permitindo que pequenos céus azuis sobressaíssem do imenso negrume, fazendo-me lamentar o ter olvidado a muitos kms e a alguns dias de distância os meus velhos «Ray-Ban».

Quando se começa cedo, a intenção é cedo acabar! Esse provérbio hoje cumpriu-se. Como  a prudência foi ingerida na justa proporção da «meteo», às 17h susti os fogosos mas, domavéis 380cv do Volvo FH12 na acolhedora area de Souquet, que dista cerca de 01:30h, «a quatre vint dix de vitesse» da fronteira Hendaye-Irun.

Desfiz a barba e duchei-me. Estava preparado para a outra faceta do routier, - a culinária. No início, foi um dos meus medos, quiçá o maior. Porém; bastou um pouco de curiosidade e logo vi que não viria daí justificação para um pequeno fraquejo, ou para uma humilhante deserção; «se os outros cá andam e não os acho de maneira alguma, nem uns Hércules, nem Sanções e nem sequer uns Afonsos como o nosso Henriques - porque não eu um pequeno David?»

No fim de jantar fui saber (e dar notícias) como estavam as minhas três mulhers.

Outra vez, foi a Gelyka a fazer ouvir a sua voz. Quase sempre esbaforida  por querer ser a primeira. Não sei porque corre para o telefone! Que lindos olhos negros moram naquela mulherzinha de apenas doze anos. É a minha primeira obra prima...

                                      Desde o teu primeiro dia.

                                      Oh! que tamanha alegria...

                                       p'rá que não bastou meu peito.

                                      Babado pela beleza da obra

                                      Nada de menos nem de sobra

                                      Oh! que milagre mais perfeito *

                                      

                                       Não quero ser o teu senhor

                                       Nem o dono do teu destino

                                       Muito menos da tua vida!

                                       Quero só em teu muito amor

                                        mesmo que num canto pequenino

                                       Ser a tua imagem preferida

 É alta! Estará da minha altura, creio! Senão está pouco falta. Irá crescer mais concerteza! Chegará ao metro e oitenta! Já passa a ferro, faz deliciosos pudins e, «sem que o espectro da exploração infantil paire» é , já , uma pequena dona de casa em processo de aprendizagem; tem a melhor mestra do mundo - a mãe! Na escola não se tem saído mal. Na matemática deriva mas, o que mais dó me mete é ver que não sabe escrever: na primária, lembro bem, chegou a ter uma linda ortografia, agora! Na secundária, é um horror olhar tanto gatafunho! Tanto erro meu Deus!...

Nos meus alicerces de escola houve uma sólida e severa mas, justa Dona Natália - que Deus a tenha! - Ela era a negação do provérbio. Não era fazei o que eu digo e não o que eu faço! Não! Não era! O exemplo causava salutar inveja... era uma gostusura de ver a sua caligrafia - eu sei que a imitei - modéstia à parte!

ÊEEERROS! Não os admitia sem punição; as mãos inchavam com as suas consequências... a régua de castanho envernizado zumbia no seu declínio até se deter nas fragéis mãozitas que, trémulas e temerosas, sujeitas pelas pontas dos dedos,  se tentavam libertar daquela femenina mas, poderosa manápula; nunca ninguém o conseguiu! Ficavam a sensação de ardor. de impotência, a dormência e, dos mais débeis, as lágrimas...zero erros! Um beijinho! Podia fazer corar mas, não fazia doer!...

Por tudo aquilo que constato do português escrito da minha filha e as positivas nas notas, concluo;  os professores desconhecem o português, não lhe passam cartão, ou então , não andaram na primária em que os professores davam reguadas ou beijinhos.

Ai! Santa Dona Natália! Que falta fazes nas escolas de hoje, onde  se ensinam  matemáticas com letras e os erros do nosso português não contam como desvalor na atribuição dos canudos.

Com isto, não concluam, não vejam em mim, um conservador fanático desta metodologia do quase terror, que era em parte, causa de mais não idas do que idas á escola mas, quem não indo, livre de castigo não ficava; se mais não fosse, em casa teria pela certa a respectiva dose.

Não desejaria nunca; para as minhas filhas, a aplicação destes métodos de ensino. Acho porém; que mais rigor devia ser concedido à nossa lingua escrita e falada. Para quê encharcar com história, geografias, ciências, químicas,etc...etc...se a maior parte dos instruendos jamais irá fazer uzo no decorrer das suas vidas; no entanto...

                                       pelo bem falar

                                     e melhor escrever,

                                      podemos espelhar

                                     que sabemos saber!

P.s:Vejam, como apenas em uma palavra que contendo três «ós», nós, os portugueses, não somos capazes de os pronunciar com o mesmo som. Enquanto que para os italianos, a mesma palavra, escrita como a nossa, é duma beleza extraordinária; só porque leêm o que escrevem...

Aeroporto- nós, os possuidores de Camôes, de Pessoa... lêmos «aerópôrtu».Nenhum «o» tem som igual.

Aeroporto- eles, os possuidores de Pavarotti, da camorra, da pizza...cantam «aerópórtó».

Agora, transformando uma pequena fraze singular para plural e, não lhe desvirtuando o som, podemos alterar-lhe completamente o sentido...

Dois homens sem gravata- singular.

Dois homens cem gravatas- plural.

 

Enquanto a forma de falar,

Não coincidir com o que se escrever.

A fórmula será as palavras decorar,

Para erros não cometer.

Em outras anotações do quotidiano, referir-me-ei mais pormenorizadamente às outras duas minhas vidas - a Marge e minha mulher...Linda, é um nome lindo!...Mas, ela!... Bem!...Para ela só este nome!....

 agarrei a mais linda estrela

 e colei-a à tua cara 

 E ela ficou mais bela!

 Não a tua cara mas, ela!

                                        Descobri que o brilho da lua

                                        Não era mais que um sol fosco

                                        Tentando usurpar do teu rosto

                                        Toda essa beleza tua!

 Que quero eu mais da vida

 Que ela dado já não me tenha!

 deu-me a ti e a teus frutos minha querida

 Aceito tudo o que dela venha.

                                          

                                        pensei dar-te uma flor

                                        para dizer-te o quanto te amo

                                        mas é tanto o meu amor

                                        que é pouco uma só flor

                                        e nem sei se chega um ramo.

                                     

                                      

                                         

                                

                                         Mais que mil beijos são abençoados  

                                          Pelo que de mais santo há em mim

                                          Agradeço ao santo dos namorados

                                         Que pra pagamento dos meus pecados

                                          Me obrigou a amar-te, até ao meu fim!

                                         

 Gosto dos dias que me parecem sexta-feira

 E de todos em que estás à minha beira!

                                                                            Coisa tão bela não vi 

                                                                            és a mais cobiçada das telas

                                                                            e eu que pintor em ti

                                                                            de coisas tão belas

No dia de hoje já vi

o Douro,o mar eo Tejo

mas, se não te vir a ti

para que vejo?

                                                                     É quase sempre noite escura

                                                                     que começo e acabo os meus dias.

                                                                     E quando contigo me deito,

                                                                     pomos o nosso cansaço a jeito

                                                                     p`rás tritezas ou alegrias.

                                                                    E é assim que o nosso amor dura  

Não sabes fazer coisas fracas,

ou se sabes eu desconheço.

Ou então tenho aquilo que mereço

quando tão bem me tratas.

                                                                                  

                                                                           Se ouvisses o meu coração

                                                                          dizer o que a boca não diz.

                                                                           Nunca irias ter razão

                                                                           pra te sentires infeliz.

Só estou bem quando estás

e se estás... oh! que alegria.

E logo me parece outro o dia

com a alegria que me dás!

                                                                       Por toda esta vida em que tens

                                                                       Sido um Amor em meu jardim.

                                                                       Sou eu que estou de parabéns 

                                                                        por ter uma mulher assim!  

                                                                                      

                                                                                     

 d`amora azeitona

                                                                           

publicado por kumyxao às 21:51
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