Domingo, 24 de Junho de 2007

Um país assim é «Péssimus»!...

Já sei que a vossa ligeireza de pensamento, vos arrastou precipitadamente até uma outra frase que troca o país pelo mundo e o Péssimus » pelo «Optimus»!...Se este título vos levou a pensar assim, o meu objectivo foi um sucesso . Consegui! Mas, eu penso, que essa tal coisa é mesmo muito má e, a uma simbologia que reduz a uma unha negra a distância que leva à excelência; a quem lhe desfigura o significado, pesada coima com juros por deturpação, indiferença e substimação seria de justíssima aplicação.

«Vou ter de os gramar até Fevereiro!...Regras de contrato! Há que ser servo da palavra dada; mesmo, não fosse hoje em dia, ela de nulo valor  se não apensada de papel escrito e bem assinado mas, para mim  a palavra há-de continuar a ser à moda antiga que eu cá sou um homem de tradições...nem de todas! Podem acabar com as bandarilhadas no cachaço do nobre animal! Podem elevar ao mais alto que os ombros não almejam os« Homens »que lhes pegam pelos cornos!

 

                                               Gosto de ver as campinas

                                               salpicadas de touros escravos

                                               E não em noutros«campos» bravos

                                               Oh! de que hediondas chacinas.

 

Podem acabar com as girândolas, que às tantas da madrugada fazem saltar da cama criaturas assustadas com o ribombar do dinheiro angariado nos peditórios.

 Sempre gostei do desfile dos soldados da paz e das piruetas que fazia a baqueta lançada a umas alturas descomunais, pelo gigante do bombo maior. Como é que ele conseguia? E lá vinha ela, em queda livre, cair-lhe direitinha na manápula aberta...e depois; PUMBA !...CATRAPUMBA!... PUMBA !...PUMBA!... CATRAPUMBA !...PUMBA! Que espectáculo! Era o meu ídolo! Porque será que nunca esteve nos meus ideais vestir a responsabilidade e quiçá a coragem de um bombeiro?

 

Quem tem poder para acabar com o poder?

Ah! Se esta brisa que entorpece de lassidão o nosso país, se transformasse em forte vento e varresse esta maldita «Brisa»!

Podem acabar com os descontos de certas horas! Podem elevar os tarifários ao triplo do valor mas, alto aí! É preciso que os senhores governantes, se nestas situações têm poder de decisão, ou melhor; de dissuasão façam o obséquio de nos falcutarem alternativas. Como pode alguém digerir a incrível saturação de tráfego,semáforos,infestação de rotundas e a falta de alcatrão nas estradas que nos restam ; ainda por cima pagas com os nossos tributos? Quem nos faz semelhante afronta?Como vamos levar a bom porto o barco que ousamos dirigir? Meus respeitabilíssimos senhores, é tão grande o fardo com que carregais o nosso barco, que não necessitará âncora alguma, o fundo já vem a pique!

Não compensa ser pobre! E essa história da recompensa já não ludibria ninguém!

Mas, há mais! Que brilhinho de prazer, de vitória, se vangloria naquele zelozo agente; também ele mantido pelo meu suor, que ao fazer  rodar o «disco» lentamente e teimosamente entre os dedos descobre, que o pobre , trabalhou mais uma hora, descansou menos quinze minutos e  sem a sensatez do critério não equaciona a probalidade de haverem dias em que trabalho não houve. Não é justo que paguem a toda a gente por fazerem horas extras, e aos trabalhadores da estrada de repente lhe roubem em pouco tempo o soldo de um mês.

Alguém se dedicou a pensar que essa gente a quem pagam horas extraordinárias,-sabe-se lá quantas!- Sim! Quantas?E que depois vem para a estrada a esfregarem as olheiras são um perigo sobre rodas! Esses não têm tacógrafo!... 

Sabe! Senhor mandante deste pequeno país! O respeito nunca lhe perderia mas, não me dê razões para não dizer o mesmo da admiração.

 Continue a Ser FORCADO!...                              

 

...Ou então, não mais me restará que a triste consolação de viver para sempre ,no «PAÍS DOS PORCOS DA RIBEIRA DOS MILAGRES»

 

ps. Tinha dito e agora escrito.

 

A.d`amora azeitona

 

 

 

publicado por kumyxao às 16:35
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Sábado, 16 de Junho de 2007

Pensamentos

                       A ignorância é proporcional ao conhecimento adquirido.

Porque quanto mais conhecimento adquirimos, mais descobrimos o quão ignorante somos!

 

 

                                     Pior do que não ouvir; é ouvir mal!

 

 

                        O progresso, pode não ser sinónimo de civilização, Mas, o contrário é por certo sinónimo de progresso!

 

 

          A d`amora azeitona

publicado por kumyxao às 21:54
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Domingo, 10 de Junho de 2007

Retrato

Ai! a minha máquina de lavar

Ouve a filha lamentar

Que sorte minha pouca!

O INEM Nandinho

Mete-se logo ao caminho

Põe-na a lavar e estende a roupa

 

 Dá a camisa que traz no corpo

É verdade o que lhes digo

Sempre pronto a enterrar um morto

Mas,nunca enterrou ninguém vivo

 

Talha zeripelas e o bicho

Não cobra nada por icho

Também não é colectado

À LIn.Fá.Fló.Clem e Cina

Leva-lhes o carro à oficina

E deixa-lhes o dele emprestado

 

Não há ninguém quanto a mim

Que não tenha a sua tentação

E até o maior santo peca

E de a tudo dizer sim

Também não sabe dizer não

A uma boa cervejeca

 

Não tem vez pra ficar doente

E pra ele, a Deus, pedimos ajuda

Pois se este santo falta à gente

Não há outro que nos acuda!

  A d`amora azeitona

 

 

publicado por kumyxao às 16:24
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Alpininistas

-"Sabes! Para mim as mulheres são as maiores alpinistas do mundo!"

 -"Então porquê?"

-"Olha! Passam a vida a escalar o cabelo!"

  kumyxao

publicado por kumyxao às 16:08
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É de loiras!

  A mulher, em vez de pressionar o botão que lhe daria o tiket, mesmo com o aviso repetido do homem das informações, dizendo-lhe que deveria premir o botão ao lado,teimava em carregar no de ajuda.

Perante tanta teimosia e falta de descernimento o homem deduziu:

"Só pode ser uma loira de cabelos pintados!"

  kumyxao

sinto-me:
publicado por kumyxao às 15:46
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Sábado, 9 de Junho de 2007

Marge and Sea

Isto não vai funcionar como diário, porém; hoje, novamente só, sentado na cadeira em bege lacada, procurando achar nas teclas letras, e depois letra a letra as palavras que descrevam as ideias que, raras vezes, roçam a minha massa cinzenta, normalmente envolta por dunas de areia, quiçá porque gosto tanto do mar!...mas, algo a ele se sobrepõe...

                                               

                                          Poema seja ele qual for

                            Que diga da tua graça

                            Tem que ter mar!

                             Céu azul, aroma de flor!

                             E ainda acrescentar...

                             Qu'és jeitosa pa caraça!

 

Ela! A Marge! É inspiradora desta intrusão, porque pela prosa tinha ideia -e não ideias- enveredar! Mas, mexer com mar e ocultar tanta essência é como querer desvendar mais mar e mais poesia!...

                                          

                                           Aqueles olhos azúis demais

                              E que por aquela cor não ter

                              O mar ciumento inveja

                              São de longe os corais

                              Que mais belos podem ver

                              E ter-los quem não o deseja!...

 

... Que o mar não me leve a mal, e não lhe faça mal, que ele sabe!... ela também o adora!...

Acabou-se o meu estado de solitário...chegaram a Gelyka e a Linda... a missa acabou! Na cozinha começaram os inquietantes e desconcentrantes ruídos. Tempestade de areia ...É que nem esfregando os olhos o meu cérebro se aclara! Há! se eu pudesse ir até ao mar todos os dias...todos os dias faria um poema!...

 

                                                               d`amora azeitona

 

publicado por kumyxao às 18:21
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Pesadelo

Galguei montes e valados

Voei pelas nuvens e estrelas

Deitei-me com mulheres de casados

mas não fiz amor com elas.

 

Até pelos céus perseguido

e lancetado pela raiva dum raio

Num mar tenebroso caio

e logo num Mar Morto erguido

 

Mil abutres em mim debicaram

e não me acudia aquela gente

e bocados de mim em semente

pelo universo espalharam

 

No deserto, sobre areias amarelas

Corri com os pés me escaldando

como louco percorri vielas

sobre espinhos que ia pisando

 

Mergulhei na escuridão dos abismos

empurrado por demoníacas criaturas

Sofri safanões de tantos  sismos

e fazia a minha cama em sepulturas

 

Ao escapar do fosso das serpentes

vieram vampiros e me rodearam

e do sangue que me roubaram

tinham tingidos seus dentes.

 

O meu sangue já era rio que corria

inundando tudo por onde passava

Tamanhas eram as dores que sentia

e o paraíso onde é que estava?

 

Nas masmorras da prisão

deram-me a beber vinagre

Agrilhoaram-me o coração

mas, já estava perto o milagre!

 

Foi pesadelo ainda bem!

suspirei ao acordar

e para quem sonhos tem

que continue a sonhar!...

  d`amora azeitona

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por kumyxao às 17:15
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Sábado, 2 de Junho de 2007

Quarta-feira 24 de Setembro de 2003

Trimmmm !... Trimmmm !......É o infalível despertador Nokia« tenha ele carga na bateria».São 7h...afasto o saco-cama, faço três abdominais...fico ofegante. Ainda semi-deitado enfio as calças, salto para o local de trabalho -ali mesmo ao pé ou à mão de semear- e não tarda nada já estou de peúgas e alpercatas de cortiça e tiras de couro- made in Gabor Schue- enfiadas.

Desço do camião, e ainda de estores meios cerrados, faço a primeira inspecção à carga e pneumáticos. Tudo em ordem; tanto quanto os faróis, ainda por lavar, turvos e nublados me permitem descortinar, desvendar...

Subo três ou quatro degraus,- ainda é cedo para contar!- que dão acesso ao restaurante da humilde área de serviço. No hall, ao lado direito estão as insígnias de toilettes,WCs ou casas de banho...como queira o entendimento!...Entro, e uma voz de mulher diz-me que entrei no sítio errado.

«Desculpe menina!» e mudei a rota para os lavabos masculinos, que eram contíguos mas, não exíguos,bem pelo contrário!...

Quando saí ,já via tudo mais nítido.

No lado de dentro do balcão não se via ninguém...entretanto chegou a empregada,- devia ser a tal voz do wc ou retrete- era magricela e usava um olhar desinteressado e soturno, que a faziam mais feia do que realmente era: de qualquer das maneiras nunca seria bonita. Há, no entanto gente, bonita que pode ser demasiado feia e a ordem dos factores também pode ser comutativa nesta operação...fiz-me entender?...

Sem dar os bons dias perguntou-me o que desejava!

«Um galão morno e clarinho!» e espreitando para dentro do expositor de bolos, as moscas, que pastando deleitadas numa recessa bola de berlim e mais dois ou três bolos que solidários com a bola e comigo me disseram para pedir outra coisa.«E uma sandes mista sem manteiga, por favor!»

O galão vinha ao gosto da minha sogra,- fumegava!

Na lenta absorção do pequeno almoço, o diálogo não era grande conselho e, como silêncio puxa silêncio, quando cheguei ao Volvo F12 e inseria os dados no disco faltava-me o nome do local. Não era a primeira vez que ali lançava ancora mas, ainda não decorara o nome do porto.

O empregado da gasolineira, que acabara de a abrir, quando dele

quis saber a toponímia, forneceu-me o B.I... «Posto Galp, Casais de santa Teresa, km 101,- assim à queima roupa.

 Àquela hora, ainda a Nac.1, estava longe de atingir a sua capacidade de impaciência mas, já tolerava aqui e além, um ou dois kamikazes, cuja pressa é sempre mais que a dos outros utentes e, numa nesgazita atacam em suícidas ultrapassagens. É vê-los!...na recta da Venda das Raparigas,- onde, nunca eu comprei nenhuma- na recta do Cabo e na de Alcochete, nas largas curvas do Marão, ou nas estretíssimas curvas e contracurvas de Cavez e em todas as rectas e curvas deste nosso cantinho. São uma infestante díficil de exterminar. Eles lá vão andando! E num qualquer momento, sem que o destino o tenha mencionado, alguém, que apenas na rotina do quotidiano planeara chegar a casa ou ao local de trabalho; pode acabar por chegar bem mais depressa ao paraíso, ou ao inferno... depende, da leveza ou sobrecarga da consciência de quem apanhado assim sem mais nem menos, não se haja reconciliado com ela...com a vida...porra! quem é que sai de casa preparado para a derradeira viagem? Os kamikazes a sério fazem isso; a troco dum além recheado de lindas virgens mas, os de cá nem sequer é pela alucinação que qualquer crença possa induzir; é apenas o fanatismo da estupidez...só isso!

 Por mim, as lindas virgens podem esperar sentadas. Para ser sincero, ainda não me sinto preparado para embarcar destino Eden. Vou tentar estar o mais tempo possível nesta vida para poder usufruir de toda esta desgraça.

 Por isso; instintos destros, sempre a visualizar o mais além possível, para antecipar e não precepitar dissabores. Enfim; atrazar ao máximo a inexorável marcha do relógio da existência...quando me sentir preparado eu aviso...se puder!...Nunca gostei de relógios...não sei porquê!...

                                   Oh! tantas vezes que eu ando

                                   pelos largos destinos da noite e do dia

                                   Por onde a morte se passeia

                                   E onde de quando em quando

                                   leva em sua companhia

                                   alguém que parece viver odeia

                                   Por achar esta vida safada

                                   Mas, eu tudo hei-de fazer

                                   Para o meu memorial não ter

                                   na borda de nenhuma estrada.

             

Sem contratempos lá cheguei a Palmela! Mas, esperei tempo demais para descarregar!...

Mexia-se pelo nada, uma subtil brisa que, transportando uma finíssima frescura,relaxante, me penetrava pela manga esquerda da t-shirt acariciando-me o sovaco.

Cheguei a horas decentes para o jantar!

Fiquei a saber que a Marge tem uma nova disciplina na escola- Dor de Barriga- ou seja; Matemática!..

«Amanhã, vais ter Dor de Barriga?»

«Não pai! Tive ontem!

A Gelyka não disse... foi a mãe,«só sete a inglês!».

 d`amora azeitona

 

publicado por kumyxao às 18:01
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Certa Nostalgia

Sou do tempo em que o tempo

inda passava devagar

e as horas não tinham relógio

pra eu as saber contar.

 e as pedras do caminho

sentiam os meus pés descalços

e pareciam gostar...

Sou do tempo em que o tempo

inda passava devagar

 

Que vejo eu olhando em frente

deste tempo em que sois

com certa pena minha

Sendo eu e muita gente

do tempo em que pra dois

só havia uma sardinha

 

falo-te desse tempo

das coisas que não sabes

O homem correu demais

o sol já não! apenas, o vento

e o cantar das aves

continuam  iguais

 

A enfeitar os horizontes

São agora  copas de casas

telhados que eram de montes

por onde em sonhos com asas

viajavamos para mais além

sobrevoando rios sem cor

porque agora todos têm

má vista e muito fedor

Digo-o! mais triste que ninguém.

 

E para ficar de bem

com esta poesia

não saio daqui sem

sublinhar a minha nostalgia.

  d`amora azeitona

 

 

 

publicado por kumyxao às 16:03
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